Aquiles
Devidamente ferido, bebe o cálice
de um povo sem campos floridos.
Toma inúmeros analgésicos
para silenciar o refém de cada complexo.
Permanece sentado à beira do vulcão,
entre perdões jamais pronunciados,
hipnotizado pelo encanto do gatilho.
Resta-lhe a possibilidade
de tornar-se apenas o rastro
de um artigo rejeitado,
abandonado entre carnívoros.
Escrito por Alexandre Guilherme
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