Julgamentos
Julgamentos: lugares frios e surdos,
adormecem nas lacunas dos gatunos rústicos,
à espera de uma migalha de perfume
que ratifique tua púrpura reumática,
provocada pela escala da falha fotografada
entre labaredas venenosas.
Refrescante como um profundo calmante,
estabiliza a delicadeza de uma jornada ferida,
nos semblantes que jamais matem tua espera.
Pois até o silêncio, quando julga,
carrega o peso de vozes que nunca compreenderam
a grandeza de quem permanece de pé.
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